Amados irmãos e irmãs em Cristo,
Com o coração cheio de gratidão a Deus e profunda humildade, dirijo-me a todos vós, povo santo de Deus que peregrina na Arquidiocese de Braga, neste momento tão significativo da minha vida e da nossa Igreja particular.
Fui chamado, pela vontade de Deus manifestada através da Igreja, a assumir o ministério de Arcebispo Metropolitano desta venerável Arquidiocese, marcada por uma história rica de fé, tradição e testemunho cristão. Ao acolher esta missão, faço-o com confiança na graça divina, consciente das minhas limitações, mas firmemente apoiado na promessa do Senhor: “Eu estarei convosco todos os dias” (Mt 28,20).
Saúdo com estima e carinho todos os fiéis leigos, famílias, jovens, idosos, consagrados e consagradas, diáconos, presbíteros e bispos que, com generosidade, edificam diariamente esta Igreja. Dirijo uma palavra especial aos que sofrem, aos que vivem nas periferias existenciais, aos desanimados na fé e aos que se sentem distantes: a Igreja é vossa casa, e nela sois sempre esperados e amados.
Ao iniciar este caminho convosco, desejo que sejamos uma Igreja cada vez mais SINODAL, MISSIONÁRIA e SAMARITANA. Uma Igreja que escuta, que acolhe, que caminha unida e que testemunha, com alegria, o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Inspirados pela tradição viva desta Arquidiocese e atentos aos desafios do nosso tempo, somos chamados a renovar o ardor da fé e o compromisso com a evangelização.
Peço aos meus irmãos no sacerdócio que caminhem comigo como colaboradores fiéis na vinha do Senhor. À vida consagrada, agradeço o vosso testemunho profético. Aos leigos, encorajo-vos a assumir com coragem o vosso papel insubstituível na transformação da sociedade à luz do Evangelho.
Confio o meu ministério à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, venerada nesta terra sob tantos títulos, e aos santos que marcaram a história desta Igreja bracarense. Que eles nos inspirem e acompanhem neste tempo novo que agora iniciamos.
Conto com a vossa oração, proximidade e colaboração. Caminhemos juntos, como peregrinos da esperança, confiantes de que o Senhor continua a conduzir a sua Igreja.
Com a minha bênção e afeto pastoral,
